Tuesday, December 15, 2009

O menininho

Escuta essa então: um dia eu tinha lá uns 15 anos e estava em uma festa de família na casa da tia da minha mãe. Casa grande, festa grande e tals. Eu era daquelas que gostava de brincar com todas as crianças da festa.
- Com 15 anos você brincava com crianças na festa?
- Sim, brincava. Parte das crianças eram primos e a outra parte era primo de alguém e enfim. Tinha esse menininho de uns 2 anos que era muito bonitinho e educado. Sabe criancinha lindinha que você quer até levar pra casa? Sem maldade, amigos leitores. Um menininho muito do engraçadinho mesmo. Tanto que, quando minha mãe pediu para eu tirar fotos da festa, tirei uma fodo do bebê porque ele era muito bonitinho mesmo. A foto eu um dia coloquei na minha gaveta e bueno, coisas que entram na minha gaveta raramente são vistas novamente nesse plano astral.
Ok.
Seis anos depois, tô eu vendo o álbum de fotos da esposa do Rogério - que é da Banda Red, que estava no Celebration comigo - para ver as fotinhos da filhinha recém-nascida deles, a Gabriela. Eis que QUEM SURGE EM UMA DAS FOTOS? O menininho bonitinho engraçadinho educadinho. Tudo no diminuitivo não porque eu sou babaca, mas porque é uma criança. Só que assim né? Eu bebo, eu uso drogas, eu trabalho com crianças (não tudo ao mesmo tempo) então óbvio que eu não conseguia DE JEITO NENHUM lembrar da onde que eu conhecia o gurizinho. E isso me atormentava no fundo do meu coração. Porque eu já logo briso que era de vidas passadas, que ele foi meu filho, que ele é repetição de figurante no Show de Nat e tal. Altas viagens. Um dia a Tininha [N.A: a Tininha é a moça que trabalha aqui em casa. Ela merece um post só pra ela outrora] foi arrumar meu armário/gavetas e achou a foto.
PLIM! :D
Descobri da onde saiu o menininho!
Que incrível né?

Fim.

Monday, December 14, 2009

A Japanese Baby

Alô você que é japonês e um dia vai querer ter um bebê: me coma.
Não, sério. Eu quero um bebê japonês. Por quê?











Grata,
Natália

PS: eu sei que a última é malasiana. mas foda-se.
PS2: disponível também nas versões 'vamos treinando enquanto isso' e 'ficadica'.

minhas saudades: a balada

E pensar que eu já me ouvi dizendo que não trocaria um filminho em casa por uma balada jamais. Eu ando querendo trocar até meu cachorro por uma baladinha que seja esses dias. Tá que eu num sou adepta do psy-trance-groove-house-disco e, pelo menos enquanto os planetas não se alinharem de novo e mudarem todas as minhas opiniões, eu tenho horror a raves. Meu negócio é samba, música ao vivo, pagodinho e até - ora vejam só - sertanejo. Chegar naquele lugar cheio de gente bem melhor vestida que eu (porque eu tenho o dom de errar a roupa - eu arraso nos looks de festa de 2 anos de primo, sabe? mas cago pra sair. impressionante!) e que sabem as músicas e que são bem mais cools que eu. Bem mais cu que eu também, com o perdão da obivedade cômica #gentilifeelings. Aí eu vou até o bar e não preciso pedir muitas coisas não. Meu organismo é bem de pobre mesmo, eu fico chapiscada com a primeira menção de álcool que me adentra. E me torno a pessoa mais sensacional e engraçada que eu conheço. Pra mim, claro. Os outros devem me achar insuportável. Who cares? Eu sinto falta da música que me faz fazer aquela cara de "essa é a minha favorita do mundo" e aí eu canto alto, gritando e abraçando pessoas e dizendo pra elas que eu amo muito todas elas. E eventualmente pegar um garçon que acaba sendo demitido. Garçons e nat, uma sina. Depois eu sempre me vejo indo embora de carona com pessoas agradáveis. Eu normalmente durmo no carro da carona, mostrando assim que eu sou uma filhadaputa que nem pra manter o/a motorista acordado/a serve. Um dia saí da balada e fui de carona pro hotel com um cara chamado Alê. Nunca tinha visto o Alê na vida e nunca lembro de perguntar quem era o Alê e por que ele foi tão amoroso em levar a gente pro hotel. Tinha mais gente comigo, aliás. Só não sei dizer quem. Enfim.Sinto falta de verdade de deitar na cama e não conseguir dormir por um tempo por causa do barulho surdo que ecoa na nossa cabeça quando o mundo pára. E aliás, demora para o mundo parar de girar ou é só comigo? Acredite, eu estou com saudade da ressaca do dia seguinte. E da quantidade enorme de histórias que eu fico com vontade de escrever aqui mas não escrevo por medo de ser presa. Ou julgada pelas mentes desacostumadas e inocentes de vocês.
Uhh, falou a criminosa, né? :)

Sunday, December 13, 2009

minhas saudades: a brisa


Você pode lutar com todas as suas forças e talvez até consiga manter tudo que diz nessa vida. Porque, na verdade mesmo, todo mundo sabe o que é certo e o que é errado segundo os padrões da sociedade moderna. Sim, porque até Nietzche que eu odeio falava que o certo e o errado mudam de acordo com a cabeça de cada um. Enfim, você pode andar na linha e tem razão em fazê-lo. Mas, pra mim, nada vale mais que ter história. E se você não fizer nada errado/improvável, não vai ter história. Basta conversar comigo cinco minutos: todas as minhas histórias são do tempo que eu vivia na boemia, chega a encher o saco. É de se perguntar e aí nat? de julho pra cá num aconteceu NADA? Não. Por isso que eu escrevo sobre as minhas saudades.
Voltando à saudade de hoje, a brisa. Porque eu sinto falta da brisa, não do ato, não do perigo do ato, não do cheiro do ato. Algumas pessoas fazem bom uso da ausência parcial da realidade. Quando você é uma pessoa que pensa demais - mesmo que pense besteira - faz bem organizar tudo em outro rítmo, outra batida. E mesmo que não haja nenhuma outra razão que justifique, só de gargalhar sozinha você já muda com o mundo. Não faço apologia não, cada um segue as setinhas que quiser. Mas eu sinto falta da brisa. Do mar. Batendo no rosto, com o céu mais lindo do mundo em cima da cabeça. A lua gordinha, o balancinho. Ajuda qualquer problema sumir, ajuda qualquer drama virar comédia. Aqueles momentos, a brisa. Que saudade.

Saturday, December 12, 2009

minhas saudades: vodka


Durante boa parte do show da vida da nat os fãs acreditavam que ela seria uma menina de respeito porque até os 17 anos de vida, não só eu não bebia como ODIAVA quem bebesse. Era absurdo. Não gostava nem que minha vó bebesse batida de maracujá em casamentos. Mas vocês devem imaginar o quanto o ibope subiu quando no final do terceiro ano de colégio eu tomei uma garrafa de antartica, né? Por isso a produção do programa decidiu manter o álcool. Contra minha vontade, saibam.
Aí vem a faculdade que destrói tudo. Peguei dp na matéria que era segunda aula de sexta e não foi a toa como eu gosto de falar que foi. Eu ia bem pro bar toda hora. Coisa de gente que acabou de entrar na faculdade & no mundo mágico da entorpecência. Passei também pela fase babaca de achar que é legal beber de tudo, misturar, vomitar, morrer de ressaca, juntar seis tipos de bebidas em uma noite e essas coisas. Passei pela fase do 'duvido que você vira uma dose de _______ comigo', que tanto impressionava os homens. Claro, cu de bêbada sabidamente não tem dono.
Mas enfim, cheguei à fase de estabilidade, de saber exatamente o que eu gosto e posso beber. De saber o que faz mal e o que não faz. De saber quanto precisa pra fazer o que. Maturidade alcóolica, é o que eu digo. E essa maturidade se resume a uma palavra russa: vodka. Vodka com qualquer coisa, vodka pura, vodka com whisky alocka. Se a relação quantidade x periodicidade for grande, tem que ser smirnoff (e eu não quero saber se absolut é melhor, eu gosto da smir) mas se for coisa de três atitudes impensadas por semana, pode ser qualquer zulu aí. Sinto uma falta sentimental enorme das minhas épocas douradas de beber vodka antes do almoço, durante o almoço e depois do almoço. Sinto falta de pagar 7 reais na dose e acordar no dia seguinte com a mesma roupa e sem os brincos. Sinto falta do gosto dele. E de cantar vem vem que eu te encho de talento, mesmo sem fazer a mais puta idéia do que essa música significa. Era uma época dourada, a da vodka. E eu não erro na digitação jamais.



Atenção pais e/ou parentes: este blog é de conteúdo absolutamente imaginário. é uma forma de expressar uma pessoa que eu as vezes gostaria de ser mas não sou. portanto, todas as coisas aqui escritas são ficção. todos sabem que eu jamais beberia vodka nem nada, né? hihi!

Friday, December 11, 2009

tempos inglórios

Eu já acordo de mau humor porque minha vizinha maldita tá reformando a merda da casa e os caras estão trocando TODOS OS AZULEJOS DE TODAS AS PAREDES e eles reservam a manhã para cortar e quebrar coisas. Sim, porque de tarde é um silêncio incrível. A não ser que toque o telefone, aí volta o inferno. Então assim, eu acordo com barulho de reforma, até a justiça me perdoa se eu matar alguém dia desses. Tipo tpm.
Minha mãe gosta de falar que um dia eu vou casar com um médico. Sei lá, acho que Deus me livre é o termo. Gosto de homens que ganham bem, gosto de homens de uniforme, gosto de Alex Karev e tudo mais, mas let's face it, médicos são caras chatos. Eles estudam pelo menos 78 anos pra virar médico então assim, esquece falar de Big Brother com um cara desse. Meu perfil tá mais pra casar um hippie, vagabundo, traficante. Falei isso pra ela, não é legal iludir mães. Aliás, falei também que eu sou bem do tipo que vai engravidar por acidente (God knows i'm not kiddin') e vai casar por obrigação. A resposta dela foi a que eu menos esperava:
- Casar porque engravidou? Com 21 anos? Foi-se o tempo né filha.
Porque tipos que as mulheres meio que tem filhos já com a minha idade. Eu tenho uma amiga ou duas que têm filhos. Foi-se o tempo que engravidar seria o fim do mundo. Inclusive foi-se o tempo de muita coisa. Foi-se o tempo que eu usava P, que eu saía pra balada, que eu bebia que nem uma animal, que eu tinha história pra contar, que eu respondia alguma coisa quando alguém perguntava e ai? o que você me conta?
Daí que eu ando brisando alto antes de dormir, todo dia. Troco uma idéia esperta com o @oCriador porque né? É conversando que a gente se entende. Eu tento me justificar pelas merdas que eu falo e faço, tento convencer Ele que já deu. Porque já deu, sério. Eu falei que num queria nada demais não, só queria a minha vida de volta. Que drama né? A Luciana falou isso na novela hoje. Drama, drama. Isso não é comigo, já deu. Mas o que importa é que eu vou dormir mais leve. Tenho sonhos assaz interessantes, acordaria em perfeita harmonia com o mundo, não fosse a reforma aqui do lado. Aí eu passo o dia achando que evoluí, que estou mais contente, me sentindo a Super Superadora de Crises. E isso dura legal até eu deitar de novo no escuro, olhar pra estrelinha que brilha no escuro grudada no armário em cima da minha cama. Ela me lembra que eu ainda tenho poucas plaquetas, que eu ainda tenho um tumor que ninguém sabe do que se trata e, principalmente, não estou no mar. Choro mais umas duas horas. E chega, porque já deu. Come on, Deus, já deu.

Tuesday, December 08, 2009

a perfect month

With all due respect to the trees and the always-blue sky.
With all due respect to the food and the children.
With all due respect to the parties and the booze.
With all due respect to the teenagers and to the pool.
With all due respect to the activities and to the choconhaque.
With all due respect to the city and to what it means.
July was a perfect month but with all due respect, not because of you.