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da minha petulância

Ó, eu não vou mentir não, as vezes me bate uma vibe meio que de superioridade em relação às pessoas. Acho que é normal, né? Comum. A gente não pode se deixar levar nem achar que tá certo isso mas não posso negar que eu sou escrotinha às vezes sim. Reconheço. E reflito. De vez em quando eu leio você ou eu ouço você e eu penso que mano, você não ia aguentar 5 minutos na minha pele. Que puta petulância a minha, mas as vezes sua dor me parece tão tão banal que como pode? Antes isso me incomodava bastante.

Aí eu parei pra pensar na sua dor e na medida de todas as dores: que não tem. Simplesmente a métrica não se aplica a uma regra, a gente não consegue enfiar na mesma latinha a sua e a minha. E aí eu penso que eu também não aguento 5 minutos da sua dor não, meu casco engrossou na parte que a onda batia em mim, só em mim. Da sua onda eu não sei nada. Daí por isso eu queria te pedir perdão pela minha petulância, pedir paciência pra sua angústia e pedir amor pra sua caminhada. Queria te ofere…

a paciente

A primeira coisa que eu virei quando me tornei paciente foi paciente, de paciência. Essa brisa incrível um dia bateu pela ideia da Liz e de repente muita coisa, quase tudo fez sentido pra mim. Virar paciente é ser absolutamente roubada da sua própria vontade sobre muitas coisas, ser reduzida do seu livre arbítrio primordial. Você, e Freud já cantava essa bola há mais séculos, descobre que não é senhora da sua própria casa. Quem é, né, na verdade? Quem realmente tem controle sobre as circunstâncias de tudo? Mas talvez num diagnóstico meio repentino a coisa seja um pouco mais bruta, sei lá. Quero puxar pra minhas glórias aqui. Porque eu beirava o absurdo da impaciência, eu entrava em parafusinho de metal só de imaginar qualquer situação que fugisse ao meu controle, ao meu tempo, à minha pressa. E que delícia que foi hoje, gente, perceber que eu sarei disso aí, que eu tô melhorando pelo menos, na pura serenidade de enconstar na cadeira e pensar: tem que esperar, né?
É libertador, eu jur…

meias brisas

Tem umas coisas que parecem tão óbvias na nossa compreensão que a gente nem fala disso direito, mas são coisas em que eu entro dentro e olho por dentro e penso nossa, caralho! Porque é óbvio sim, mas não é tanto, e chega a ser libertador compreender verdadeiramente tais brisinhas que falarei a seguir. Se liga.  Pessoas, né? Você conhece pessoas toda hora, que imediatamente te afetam de alguma forma, dependendo da intensidade das energias, do tempo, das coisas que acontecem, sei lá. E você afeta pessoas o tempo todo. A gente está sempre mudando milimetricamente ou quilometricamente de acordo com essas relações, e daí por isso que Heráclito disse que um homem não pode nadar duas vezes no mesmo rio: da segunda vez ele já não é o mesmo homem e o rio já não é o mesmo rio. Essa constante evolução não deixa a gente estagnar e essas relações podem nos ajudar a crescer ou a retroceder, mas a questão é que estamos pra sempre conectados em algum grau. Até aqui, nada muito doido. Um pouco doido s…

love is beauty

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Amar é querer bem, são sinônimos. Não é querer pra si, pra mim, pra ti. Se bem, então tá bom, amo de todo coração. Mas você parece que não. Você pra amar é com você, se longe não vale. Então não ama. Sério, não ama. Quem sou eu pra te dizer isso? A autoridade máxima do amor. Eu sou a porra toda dessa caralha e eu sei do que eu tô falando. Amar é pra sorrir e suspirar de bobeira, amar é coração quente e aquecido. Amar é foda. Essa loucura que rouba a sanidade e te faz sofrer é uma pré-enzima de um pré-amor, que pode virar amor sim, do gostosinho e quentinho. Mas precisa de uma quinase, que é você encontrando o equilíbrio, é você se conhecendo melhor, você evoluindo. A quinase é você se livrando do ciúme e da possessividade, entendendo que o tempo funciona no seu próprio tempo e não no seu. A quinase é constante. Confio que você consegue chegar lá e o caminho é de otimismo: na pior das hipóteses você sai feliz. Na melhor, também. Amor é glória. Amar é foda.

a year of love

It's been a year and I wanna talk about it. A year ago I wouldn'd want it, I would laugh and say you're delusional to even suggest that. I'd deny it for months to come still but a year ago you already knew what was happening. I didn't. But a year ago you changed my life completely. Like every change, it was a hard, long and even painful process. I lost all control over my life and my feelings, I lost sanity... but I was lucky enough not to lose you. That was the greatest gift I could ever hope for. You stood there by my side through madness and hell, you knew exactly what to say and when to say it. You knew me better than me. You made me see myself as the incredible person I am, you taught me how to love myself while still loving you. It's been a year, the first year. And I'm thankful for every day since then, for every smile, every word, every tear, every lesson. I'm forever thankful for you. It's been a year since I fell in love with you and that…

dias assim

São dias assim que me fazem tranquila para seguir adiante. Nem só por toda energia cósmica que se movimenta com cada abraço, cada injeção​ de amor que eu recebi. Nem só pelas que eu dei.  São dias de praia, de família e de coco gelado. São dias de trabalho, de comida gostosa e o melhor chuveiro do mundo. Dias de boa. Dias recheados de amigos que são partes de mim assim como eu sou parte deles, sou parte indissociável do ambiente e esse ambiente é indissociável de mim. São tantos dias assim. São dias comuns, esses que são de amor por todos os lados. São dias diários, que eu não preciso comprar nem mudar nem são excepcionais. São dias normais, porque a minha normalidade abrange a felicidade completa. São dias-a-dia.
Mas são dias assim que vêm pra me lembrar que dias assim​ serão sempre meus pra viver enquanto eu viver. Meus dias assim. São todos, enfim.

o que aprendi lendo Violetas na Janela

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Eu já sabia mais ou menos com era o desencarne, mas acho que nunca tinha lido o relato de alguém tão tranquila, que acordasse direto em uma Colônia. Sabia do Umbral, sei de histórias até piores, mas talvez nunca tivesse relacionado à minha própria vida.  Sempre soube do carma, nunca considerei viver uma vida em que eu fizesse mal para ninguém. Mas nunca considerei os momentos que eu pude fazer o bem e não fiz. Nunca havia refletido sobre como isso tem a ver demais com a minha vida e como a minha mediocridade pode ser egoísta as vezes. Ela fala do despertar da vontade de trabalhar, o livro fez isso comigo. Porque eu já sabia da importância do dom da mediunidade, mas ultimamente tinha subjugado um pouco isso em mim. Esqueci que meu pai, minha tia e meu avô talvez precisem da ajuda de um médium, esqueci que eu posso ser a ferramenta para o pai, a tia ou o avô de alguém. Eu sei que meu coração é bom, mas as vezes eu esqueço. O livro me ajudou a lembrar. Eu sei que meu pai está presente n…