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set in stone

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Gente que tem opinião formada, concretada, set in stone, é um dos tipos de gente que mais me angustia, que mais eu evito conviver. Que mais eu não quero me tornar. São pessoas que carregam o fardo da resposta pronta, da fundamentação do que dizem. Não conseguem conversar e enxergar a beleza de uma outra opinião. Toleram, aceitam. Mas porque deve-se aceitar que existem pessoas erradas, burras, inferiores. Quase sempre têm razão mas não sabem apreciar a magia do quase.  Ficam presos nas próprias regras e,  portanto, vivem frustrados na mais triste das frustrações: a negada, não-assumida. É um armário que é uma penumbra e eles nem pensam em sair de lá porque se o fizerem, estarão traindo seus princípios. E gente que tem opinião formada trai pai e filho, nega cristo 9 vezes diante do espelho, conta quem comeu um pedaço do gato, mas não trai seus princípios.  Me causam emoções misturadas porque nada têm que me faça mal. Mas me causam repulsa e dó. São minha fraqueza, são o...

dias normais

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Queria escrever no blog mas não consigo. De alguma forma eu acho que tenho que ter alguma coisa relevante para contar, alguma opinião diferente para expressar, uma reclamação recorrente pra fazer. E não tenho nada disso agora comigo. Porque tudo está na mais perfeita normalidade, na mais perfeita calma. Quando alguém me pergunta e ai? tudo bem? eu respondo sinceramente: tudo. Tudo está bem. Tudo normal. Uma fase tranquila, dias legais, pequenos prazeres, pequenas alegrias. Que são pequenos só em relação à história da humanidade, na verdade. Pra mim, são gigantes. Coisas normais. Pode ser que daqui uns dias tudo mude. Amanhã ou a qualquer momento, tudo que eu tenho como certeza hoje pode mudar. São dias normais que podem virar o melhor dia ou o pior dia. Dias normais que podem virar feriados pessoais. Dias normais que podem virar começos de histórias. Mas que, por enquanto, são só dias normais. Que eu ando tratando de aproveitar tanto quanto posso. Porque sei que, quando os dias vira...

dias normais

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Queria escrever no blog mas não consigo. Porque de alguma forma eu acho que tenho que ter alguma coisa relevante para contar, alguma opinião diferente para expressar, uma reclamação recorrente pra fazer. E não tenho nada disso agora comigo. Porque tudo está na mais perfeita normalidade, na mais perfeita calma. Quando alguém me pergunta e ai? tudo bem? eu respondo sinceramente: tudo. Tudo está bem. Tudo normal. Uma fase tranquila, dias legais, pequenos prazeres, pequenas alegrias. Que são pequenos só em relação à história da humanidade, na verdade. Pra mim, são gigantes. Coisas normais. Pode ser que daqui uns dias tudo mude. Amanhã ou a qualquer momento, tudo que eu tenho como certeza hoje pode mudar. São dias normais que podem virar o melhor dia ou o pior dia. Dias normais que podem virar feriados pessoais. Dias normais que podem virar começos de histórias. Mas que, por enquanto, são só dias normais. Que eu ando tratando de aproveitar tanto quanto posso. Porque sei que, quando os di...

dream of a wonderful magic

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Eu já tinha ouvido falar desse filme. Quem assistiu falou bem, ele é famoso, aclamado pela crítica. Tem milhares de fãs, todo mundo conhece. E eu já tinha ouvido falar sim, mas ainda não assisti. Na realidade, nem o trailer eu tinha assistido. Porque o trailer é um conglomerado de imagens e sons que têm a capacidade alienígena de te fazer babar e ficar com muita muita vontade de assistir o filme. E se você não pode assistir o filme depois de ver o trailer, rola uma frustração sem tamanho. Você acaba voltando pro cinema europeu e tenta esquecer que existe Orlando. Por isso eu nem tinha visto o trailer. Mas ontem eu vi. Várias vezes, uma atrás da outra. Todas as cenas e possibilidades gravadas na minha retina, vivíssimas no pensamento. Sonhei com o trailer. E agora mal posso esperar para ver o filme completo, ter a experiência toda. Fiquei mais feliz ainda de saber que gente que é sangue do meu sangue já vai assistir, vai viver o sonho da maravilhosa mágica. Aliás, dona Karen, o sonh...

blank page - até quando?

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Na faculdade a gente tinha uma aula de Criação. Que eu, particularmente, considerava um total absurdo. Não se coloca criatividade na cabeça de alguém. Mas de qualquer forma, eu entendi o propósito da aula: ajudar levemente os que já possuíam o dom. E o primeiro sintoma de uma pessoa criativa é ela dizer que isso é um dom . Tem que ter muita criatividade pra viajar na batata com essa intensidade, né? Enfim, as aulas de Criação (que agora me ocorreu que elas poderiam ter sido ministradas por DEUS ALMIGHTY kkkk) foram de alguma utilidade. Um dia falou-se do terror que é a página branca. Que bate mais ou menos com o que eu escrevi ontem, sobre a dificuldade de tirar as ideias do cocuruto. Porque esse medo bloqueia a mente, que atrofia. Pessoas acabam na sarjeta da rua das lamentações por causa desse bloqueio, por causa da blank page. Eu mesma já me encaminhava para os arredores da desistência, porque tenho uma ideia na cabeça e nenhum poder nas mãos. Pois uma frase de poucas palavras e nen...

tivo um ideia

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Genial a pessoa que teve a ideia de representar uma ideia com uma lampadinha acendendo. Porque é exatamente assim que acontece. Como se meu cérebro fosse uma casa com um monte de quartos cheios de coisas. Mas muitos quartos mesmo. Só que eles são todos escuros e não dá pra ver o que tem dentro. Daí eu fico entrando nos quartos perdida, sabendo que tem coisa lá, coisa boa, coisa que eu posso usar. Só que tá tão escuro que eu não consigo enxergar. Sei que tá ali, mas não enxergo. Aí, uma luz. Uma luz se acende e ilumina tudo. Às vezes a luz acende bem no quarto em que eu estou. Às vezes é no quarto do lado. Outras vezes em outro andar, outro setor, outra unidade, senhora. E eu corro até lá pra ver o que tem no quarto. E pode ser que lá só tenha uma coisinha pequena e, a partir dela, um monte de outras coisas entrelaçadas vão aparecendo. Um plano, uma história. Um ideia. Mas outras vezes, como ontem, a luz acende em um quarto que tem muitas coisas, muitos outros quartos dentro do quarto. ...

a little bit of heaven

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Muitos filmes me fizeram chorar. Na realidade, eu choro com propaganda do submarino, choro com música, choro com novela, com pedido de casamento, com criancinha rindo. Num tem quem diga, mas eu me emociono com extrema facilidade. Só que quando eu digo que eu chorei, é mais ou menos assim: me arrepia a espinha, lágrimas brotam nos olhos e eu sinto aquela batata na garganta. You know the feeling. Dura mais ou menos, dependendo da cena e do dia do mês. Mas acontece com certa facilidade, com muitas cenas. Por isso eu digo que muitos filmes já me fizeram chorar. Mas nunca antes na história desse país eu chorei como chorei hoje. De ter que dar pause pra ir assoar o nariz e pegar lenço. De soluçar. De inchar o rosto. De me sentir ridícula. Não sei dizer se é o monte de coincidência, as frases que poderiam ter saído da minha boca, ou se eu ando meio esquisita mesmo. Não sei se vocês vão gostar tanto, se emocionar tanto. Até porque não é nenhum Titanic, nenhuma super-produção. É bem café-com-le...